segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Nossos filhos adorados

Lendo algo no blog da amiga Andrea eu lembrei-me de algo que meu marido disse-me quando nasceu nossa primeira filha. Eis o texto, especialmente para Andrea, numa hora um tanto complicada da vida de sua família:

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

Gibran Kahlil Gibran

3 comentários:

Andréa Ramos disse...

Eliz querida,que grande mensagem vc me passou.
Seu comentário foi lindo e extremamente emocionante.
O poema retrata a mais pura verdade,trocando em miúdos,foi exatamente o que eu ouvi no centro kardecista "ela está sua filha,ela não é sua filha".
Todas as mensagens que chegam são lindas e cheias de amizade,o que me conforta e me deixa feliz.
Muito obrigada pela força.
Beijos carinhosos.

Maria Cecília disse...

Olá, Eliz.

Maravilhoso!!
Vim através do Blog da Andréa.
Bjo.
Tica

Andréa Ramos disse...

Oi queridona,tem selinho pra vc no meu blog.
Beijos